quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ruivando II


   Olá Pessoal, tudo bem?  Esta postagem é a segunda parte do  assunto "cabelos acobreados". Aqui vocês vão encontrar mais dicas principalmente  sobre cuidados, tratamentos e o que a mulherada tem indicado na manutenção saudável dos fios.
   Se a dúvida de vocês for maior a respeito de tinturas, indico essa postagem essa postagem anterior.

Ruivando II

   Para apresentar a vocês algumas dicas e alternativas de cuidados com as madeixas, contamos com a participação de algumas meninas aqui. São clientes, ou outras apenas curiosas, que acompanham o trabalho da Persephone.


R1. Cielinszka Wielewski 


   "Seguindo religiosamente cronograma capilar. Com o passar do tempo, você vai conhecendo melhor seu cabelo, e percebendo quais as necessidades maiores. No meu, estou caprichando na nutrição das pontas,  mais do que na raiz, afinal são anos  de tintura. Fazendo reconstrução com Repositor de Massa da Eico (aminoácidos + porteínas), e selador de cutícula Queravit da Bioextratus. Viciei no óleo de rícino, óleo de semente de uva e de argan para nutrição. Se vocês não sabem ou não conhecem os benefícios do cronograma capilar, tem esse canal no yotube muito bom! Gosto de acompanhar, porque meu cabelo é originalmente cacheado. Portanto, resseca mais fácil. Quanto a shampoos, é uma questão de opinião bem pessoal. Para mim, não acho que seja mito o cabelo se acostumar ao shampoo, por isso tenho revezado os meus."



R2. Damares Costa Almeida
     

A consultora de Beleza do Rio de Janeiro menciona: 

"Bom, eu não faço nada de extraordinariamente diferente no meu cabelo. Uso shampoo de cebola pra ajudar no crescimento, faço umectação capilar com óleo de mamona e uso o creme morte súbita da Lola. Minha cor é 7.43 da Cor & Tom, aquela baratinha que se encontra à venda em farmácias (Niely).
Só gasto com o cabelo na hora de comprar a tinta que custa em torno de 7,00, e comprando os produtos tradicionais tipo shampoo e óleo de mamona. Mas isso eu compro de vez em quando, porque dura muito.
O “shampoo de cebola” na verdade é um shampoo normal porém você adiciona o sumo da cebola ao conteúdo e usa normalmente. Vou deixar a receitinha aqui em baixo*. O óleo de mamona é do site Mundo dos Óleos, porque é  100% puro. Lavo o cabelo dia sim, dia não e o óleo é passado no cabelo todo, também na raiz. Costumo dormir com ele preso em uma trança pra evitar a quebra e lavar após com água fria pra conservar o brilho."

*Shampoo de cebola:
Shampoo normal, eu particularmente gosto muito do geleia real da palmolive que é super baratinho mas ele deixa o cabelo maravilhoso e super macio. Mas pode ser qualquer shampoo, viu?
Você vai pegar uma cebola normal e vai triturar ela, aquele leite que sair você vai colocar no shampoo e deixar repousando por dois dias, depois tá pronto pra uso.
Porém, algumas acobreadas dizem que fazer o chá com a casca da cebola ajuda a tonalizar os fios. Você prepara o chá normal, depois vai passando em toda a extensão dos cabelos. 
Bem simples!

*A umectação com óleo de mamona também é simples:
Você vai aplicar o óleo em toda extensão do cabelo, pode ser com o cabelo limpo ou sujo e deixe no mínimo 3 hs. Eu geralmente faço quando vou dormir e deixo de um dia pra outro. Só não pode esquecer que o óleo tem que ser 100% puro e depois lava normalmente!

R3. Andrea Borghetti

   Professora de Yoga, instrutora de Pilates e bailarina. Realiza performances de Yoga Fusion Dance criando coreografias que fusionam Yoga com danças étnicas e orientais.

   A Andrea Borghetti, que é ruiva natural, comentou que não tinha uma foto  atual que mostrasse bem seus cabelos, então postamos essa que ela enviou com os cabelos ainda molhados.
Ela passou umas dicas caseiras muito interessantes de cuidados, tratamentos e cobertura de fios brancos. Algumas dicas são novidades, e podem auxiliar outras meninas:

“... Passo apenas henna natural incolor com colorau (urucum) para avermelhar os cabelos brancos... De tratamento uso apenas a henna e banho de creme... Uso henna Casa da Índia.
Eu estou em "transição". Há alguns anos atrás fazia luzes, escova progressiva, pintei o cabelo de preto azulado, roxo... Deve fazer uns 2 anos que consegui igualar a cor com a minha cor natural só usando henna. Primeiro eu usava a henna "cobre" creme da Surya, depois passei para a henna pó (que desbota menos). Fazem 4 meses que descobri a henna natural 100% pura incolor Casa da Índia (que é comprada apenas pela internet), e passei a usá-la para tratar os cabelos. Como tenho 35 anos, e cabelos brancos desde os 20 anos, e como essa henna é incolor, acrescento umas colheres de páprica, colorau ou açafrão na mistura do pó, dando a coloração "acobreada" aos brancos e reavivando meu ruivo natural.  Faço banho de creme Novex ou Nutriline uma vez por semana.
Estou fugindo das químicas, pois quero engravidar este ano, e tenho buscado soluções e tratamentos ayurvedicos para cabelos, como o uso de banho de óleo de oliva, óleo de coco, óleo de copaíba, óleos essenciais... Para hidratar e tirar a progressiva.
Para tirar o restante de tinta/tonalizante/henna (antes de hennar de novo) faço uma vez por mês uma mistura de shampoo anti resíduos, água oxigenada cremosa, e bicarbonato de sódio.
No dia a dia, uso shampoo caseiro feito a base de sabão de coco derretido em chá de camomila e melissa para clarear e dar brilho..
Condicionador: uso o bom e velho Neutrox.
Não uso creme para pentear, apesar de ter os cabelos ressecados nas pontas e depois de seco passo o silicone da Frutis para tirar o frizz e modelar os cachos que já começam pouco a pouco a voltar.
Segue também umas fotos do meu cabelo quando eu era pequena e que quero voltar a ter.”    

      

R4. Marianna Mesquita


Diz a estudande de jornalismo:

“Na foto de rosto estava usando a Itely 8fa, e na outra a 8.4 da Elisa Fer. Ambas com ox de 30 (recomendação do próprio fabricante) de cada marca, respectivamente. Eu fazia cronograma capilar intenso (ja que houve um processo de descoloração intenso: do preto, para vermelho, para cobre), com hidratação e nutrição quase que diariamente e reconstrução a cada 15 dias. Como o investimento com as tintas não era tão barato (em media elas custam 20 reais mais ou menos,  7,00  a Ox e+ 20,00 o  tonalizante cobre Celso Kamura), eu optava por receitas caseiras, misturadas com cremes simples, tipo Novex e sempre funcionou. Estas receitas eram: Hidratação: babosa (a planta mesmo), Nutrição: maionese ou óleo de côco puro, Restauração: Vinagre de maçã+ queratina da Aquaflora (em todas as etapas eu passava essas coisas sozinhas e depois vinha com o creme).
Gastei cerca de 300 reais no começo pra sair da cor natural (preto), passar para o vermelho e chegar ao cobre. E depois para manter, girava em torno de 70 reais por mês (tinta+ox+ tonalizante Celso Kamura)+ babosa, vinagre, e outros materiais usados no cronograma capilar”.

R5. Rezzy Martins


Menciona a linda ruiva de Toledo/PR:

"Então, faz 3 meses que não pinto com tintura meu cabelo, eu uso apenas máscara matizadora da Haskel para manter o "laranjinha", e retoque de raiz. Faço muita hidratação, principalmente com óleo natural de coco. A princípio, quando pintei usei a Keune, com o mix."

R6. Milena Mendes
A Milena não pinta de ruivo acobreado, mas como ama um ruivo,  mesmo que vermelho, pediu para participar. Segue aí:

"Bem eu costumo tingir meu cabelo com a tintura Red Booster da Alfaparf, e fazer hidratação 1 vez por semana com Novex -  repositor de massa. Às vezes, depois de alisar o cabelo, passo Shine Blue (Regenerador Capilar)."



quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Dança na subcultura Heavy Metal - Parte II

                                                                                                  Autoria do artigo: Cielinszka Wielewski


Projeto experimental de Hölle Carogne e Michelle Loeffler  - Ano: 2014 
Trilha: Symphony Draconis - "Supreme Art of Renunciation" album medley
Produção: MTVisualAggression e equipe

Le Serpent Qui Danse

    "Uma fenda aberta... Uma chaga incandescente na alma e na coluna. Uma energia encarnada que flui do corpo todo e cria vibrações, ondas, sons desesperados. Labaredas de um fogo tão intenso, que se materializa; enraizando-se nas veias, na carne, nas vísceras... Fluidos e resinas licorosas que espalham odores sobre a pele branca, talhada em marfim. Poções e sentimentos etéreos que criam nervuras sobre as mãos e abrem espaços para fibras transparentes; que desenham, pouco a pouco, as teias da vida. Ramificações e folhagens que se espalham pelo corpo e amaciam a aspereza. Giros eloqüentes que libertam a mais pura essência e exalam o melhor dos aromas. Fluxos e movimentos de uma dança tão antiga, que a alma sabe de cor e o corpo apenas reaprende os passos... 
    Deslocamentos e compassos que modelam as ancas e uma sede insana que penetra fundo e toma conta de todas as glândulas. Feitiços e rituais pagãos que escancaram portas e soltam a prisioneira: Uma serpente que dança! Um animal arisco, ardiloso, cruel... Um bicho que se arrasta e se encosta às frias vielas do meu ser, ameaçando... Uma criatura faminta, suada, molhada; que move pernas, braços, mãos... Revira os ombros, solta os freios, as amarras, quebra todas as correntes... Torna-se livre! E arrebata de mim o vil, o fraco, o vulgar, o insignificante... E dança sobre o meu corpo entorpecido, extasiado... E me consome todos os cantos de alma... Cria asas... E me liberta de mim mesma!”    (Hölle Carogne)

                                                                   

      A  dança e  a  música  são  manifestações artísticas  que  permitem  ao ser humano  expressar sua interpretação do mundo, extravasar seus sentimentos e ainda dialogar com o meio social em que ele vive. É um diálogo que permite  mencionar   conflitos ou harmonia,   bem    como sugerir reflexões ao público que assiste às apresentações ou shows.
    Não há muito como negar que dança e música sugerem reflexões até mesmo em contextos políticos, pois no processo de composição musical ou de elaboração de uma coreografia, os acontecimentos do momento atual estão ali presentes, relacionados. E essa relação vai modificando e gerando novas experiências humanas.
    O movimento faz parte tanto da música quanto da dança. O ritmo (principalmente o ritmo), é um dos pontos em comum por exemplo, promovendo esse “elo de ligação”. Nesse contexto, o movimento acompanha processos artísticos, e é próprio da diversidade cultural.


            Elke Siedler para o Editorial "Tempestuous Dance" da Persephone

   De acordo com Helena Bastos (2007), citada pela bailarina Elke Siedler (Florianópolis/SC) em artigo redigido:

  “O movimento é o fundamento do conhecimento onde experiências transformam modos de pensar e agir. Há geração de pensamento sempre que o corpo age em relação a alguma coisa uma vez que os processos de fazer e pensar estão relacionados” (sinônimo nosso).

video


 
Elke Siedler para o Editorial "Tempestuous Dance" da Persephone

    A música é arte que circula por diversos espaços, tem seus diversos estilos. A dança é arte que circula por diversos meios, tendo diversos estilos também. Mas dentro do que convencionamos ser a subcultura Heavy Metal, infelizmente ainda há muita discussão e conflito quando se pensa na situação em que envolvemos esse dois modos de expressão. A polarização pode ir do radicalismo de um lado, quando fãs que nunca viram de perto alguém dançando um estilo de som pesado, sentem o estranhamento e desconforto por não imaginar tal situação. Ou pode ir para outro, quando escolas artísticas tradicionais não encarariam esse papel para a dança, que seria o de atuar no Heavy Metal e seus subgêneros.
   Pensando nas reflexões proporcionadas por ambas as manifestações artísticas, e levando em consideração a complexidade do mundo atual em que vivemos, a criatividade humana vai se modificando, inovando. E essas inovações e mudanças vão sendo absorvidas aos poucos pelas pessoas. O estranhamento tende a diminuir bastante nesse papel legado às artes, principalmente na circulação pelo meio underground.
    O Rock e o Heavy Metal surgiram tanto na Europa quanto na América principalmente como formas de contestação e inconformismo. Quando não de contestação, ao menos como forma de expressão de pensamentos reprimidos, como revolta ou angústia. Não cabe aqui elaborar um histórico acerca do Heavy Metal, mas a abordagem dele nesse artigo como “subcultura”, vem da forma de encará-lo atualmente como música não absorvida como cultura de massa.    
    Levando em conta as transformações sofridas em décadas, desde quando passou a ser consumido como música por jovens que assumiram um novo papel social, até os dias de hoje em que diversos subgêneros derivaram dele, muitas e muitas relações com a dança já foram estabelecidas. Numa circulação rápida pelo youtube por exemplo, o (a) leitor (a) encontrará para o Heavy Metal, o Gótico, o Black Metal e o Clássico Rock anos  70 etc, algumas coreografias e projetos de dança, bem como até mesmo alguns clipes de bandas (inclusive brasileiros), que inseriram bailarinos nas suas performances. Temos conhecimento da vários trabalhos, mas para não tornar este texto tão extenso, restringimos um pouco as citações.

               Rock instrumental da banda Brasil Papaya - Florianópolis/SC

    Para a dançarina Hölle Carogne, sobre a relação entre dança e metal:

    “De forma geral, nenhuma. Mas de forma bem pessoal, creio que tanto o metal quanto a dança possuem uma energia muito próxima.  Eu escuto metal e ele sempre se apresentou de forma muito visceral. A força das letras, dos riffs, a intensidade das ideologias.
      Enfim, creio que é essa visceralidade, essa intensidade de sentimentos que faz com que dança e metal possam se relacionar de forma harmoniosa”.        
        
    De imediato as pessoas não observam essa relação, principalmente se nos referirmos a estilos mais restritos, como o Black Metal. Mas a forma latente de expressão, que é no caso a intensidade dos elementos que compõem a música citados por Hölle, podem ser conectados à dança. 
    Isso nos mostra que, independente ou não do preconceito que pode vir a sofrer por causa de algum radicalismo isolado, no meio underground, as pessoas vão recriando e transformando sua arte, e a forma como enxergam a si mesmas. O fundamental é permitir a divulgação cada vez mais ampla dos novos projetos e idéias que surgem, para que de alguma maneira, perceba-se que o conformismo não é geral.
   Aproveitamos aqui, para mencionar na íntegra a entrevista realizada com a Dançarina Hölle Carogne (Porto Alegre/RS), que faz parte desse objetivo de divulgar cada vez mais ótimas produções e projetos nacionais que aliam dança e música.

   
             Editorial La Dance Tempestuous/Figurino: Persephone Dark Clothes
         Modelo e maquiagem: Hölle Carogne/ Trabalho fotográfico: Andressa Passos

1- Há quanto tempo você dança? Há quanto tempo você dança? conte-nos um pouco de sua trajetória.
R: Oito anos, mais ou menos. Contando entre a dança do ventre e o tribal. Meu primeiro contato com a dança foi quando criança, através do balé, por pouco tempo e de forma bem amadora. Já na adolescência, meus primeiros flertes se deram de forma autodidata, tendo como companheira a minha amiga Paula Knecht, que assim como eu, entrava em contato com a dança na mesma época.
       Em 2007, iniciei um curso de dança do ventre com a professora e amiga Fernanda Nuray, com quem aprendi as bases em danças árabes e muito do conteúdo musical e didático. Logo depois, entre 2008 e 2009, tive aulas de dança do ventre com a professora Ana Mariela Gottlieb, que me ensinou muito sobre autoestima e me apresentou de forma elogiosa a Dança Tribal, ao falar que minha movimentação e jeito lembravam uma bailarina desse estilo de dança.
     Ao ver um vídeo desse estilo, me emocionei muito e à partir deste momento comecei uma grande pesquisa na área, pois infelizmente não tinha como praticar aulas por falta de professores na minha cidade.
    Em 2010 fiz aulas de danças árabes com a professora Egnes Gawasy, que me ensinou muito sobre minha forma sinestésica de aprendizado e com quem tive meus primeiros ensinamentos em Dança Tribal.
     Entre 2011 e 2013, fiz aulas e workshops de Dança Tribal com a bailarina Bruna Gomes e tornei-me aluna da Escola Al-málgama, onde obtive todas as principais bases deste estilo, aprofundei meus conhecimentos na área e iniciei minha carreira como bailarina, participando de festivais produzidos pelo próprio grupo, e também, do Festival de Dança de Joinville (nos palcos abertos).
   Em 2014, fiz aulas de tribal e obtive orientações coreográficas com a bailarina Fernanda Zahira Razi, que contribuiu muito para a minha evolução. Em setembro de 2014 saí do Grupo Al-málgama.
   Neste mesmo ano, iniciei meu primeiro trabalho coreográfico em parceria com a bailarina Michelle Loeffler. Foi uma experiência mágica, pois juntas trocamos diversos conhecimentos e aprendemos uma com a outra, além de termos arquitetado um trabalho lindo e cheio do nosso sentimento e da nossa aura.
  Também participei de outro trabalho coreográfico, juntamente com a bailarina Mayara Ahlam e a coreógrafa Jade Corrêa. Idealizamos um trabalho de fusão de tribal com jazz, que ganhou 2º lugar no Festival Vem Dançar 2013. Com esse trabalho, aprendi muito sobre técnica de dança e respeito entre bailarinas. Além de ter conseguido trabalhar, com a ajuda dessas duas profissionais, a minha segurança no palco. Há algum tempo, comecei a dar aulas particulares como forma de experienciar e vivenciar melhor a dança. E tem sido maravilhoso compartilhar o meu conhecimento e um pouquinho da minha alma.
    Atualmente, venho me dedicando a projetos pessoais de forma bem instintiva e experimental. Minha vida na dança consiste, principalmente, em aprender! Aprender com novos professores, com novas parcerias, com novos alunos, com as minhas pesquisas, mas também, comigo mesma e com as minhas faces mais obscuras, que aos poucos, venho resgatando. Entrar em contato com a minha própria forma de dançar é meu maior objetivo.

2- Por que a dança?
R: Creio que ela me escolheu. E como uma grande aranha, foi tecendo e tecendo e tecendo, até se transformar em um monstro dentro de mim...

3- O que é dança para você?
R: Dança para mim é expressão, é comunicação. É uma forma de entrar em contato com todos os meus arquétipos e transcender ao vil, ao vulgar. Dança para mim é magia.
           
Hölle Carogne foi protagonista do primeiro editorial da Persephone para a nova coleção La Dance Tempestuous