quinta-feira, 21 de março de 2013

Editorial - O outono


O OUTONO E NÓS, SERES OUTONAIS

"Foi-se embora o espalhafatoso verão!

De dentro do eterno ciclo da natureza retornou o outono, sereno e calmo!
[...]
Outono é uma parábola de nós mesmos, seres outonais! Suas manhãs são mais poéticas e os seus crepúsculos são mais filosóficos. Aquelas são belas em sua melancolia. Estes são melancólicos em sua beleza. Assim, somos todos nós.

Creio que é no outono que entendemos melhor o ensinamento de Oscar Wilde: 'ser como crianças, para não esquecermos o valor do vento no rosto e ser como velhos para que nunca tenhamos pressa'.

Isso é sabedoria. E se nos tornarmos mais sábios, já não precisaremos mais ter medo de envelhecer. Afinal, a vida também é um eterno renascer.

Coisa que só o outono ensina. O resto são folhas mortas."
Autor: Carlos Alberto Rodrigues

"...If we are subject to 
Empirical minds
I wonder what lies beyound

Our memory's confines 
If memory is the true 
Sum of who we are 
May your children know the truth 
And shine like the brightest star 

Memory, help me see 
Amnesia 
Memory, set me free 

All my love and all my kisses 
Sweet Mnemosine"

Dead Can Dance

"Memories fall from the trees 
Amnesia 
Memories like autumn leaves"

Dead Can Dance

Modelo: Luiza Phantosmerz
Fotografia by Priscila Poletti
Clothes by Persephone

2 comentários:

  1. O poema do Carlos Alberto, a música do Dead Can Dance e as fotos da Luiza formaram uma combinação encantadora! Que ensaio lindo!

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