quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ruivando II


   Olá Pessoal, tudo bem?  Esta postagem é a segunda parte do  assunto "cabelos acobreados". Aqui vocês vão encontrar mais dicas principalmente  sobre cuidados, tratamentos e o que a mulherada tem indicado na manutenção saudável dos fios.
   Se a dúvida de vocês for maior a respeito de tinturas, indico essa postagem essa postagem anterior.

Ruivando II

   Para apresentar a vocês algumas dicas e alternativas de cuidados com as madeixas, contamos com a participação de algumas meninas aqui. São clientes, ou outras apenas curiosas, que acompanham o trabalho da Persephone.


R1. Cielinszka Wielewski 


   "Seguindo religiosamente cronograma capilar. Com o passar do tempo, você vai conhecendo melhor seu cabelo, e percebendo quais as necessidades maiores. No meu, estou caprichando na nutrição das pontas,  mais do que na raiz, afinal são anos  de tintura. Fazendo reconstrução com Repositor de Massa da Eico (aminoácidos + porteínas), e selador de cutícula Queravit da Bioextratus. Viciei no óleo de rícino, óleo de semente de uva e de argan para nutrição. Se vocês não sabem ou não conhecem os benefícios do cronograma capilar, tem esse canal no yotube muito bom! Gosto de acompanhar, porque meu cabelo é originalmente cacheado. Portanto, resseca mais fácil. Quanto a shampoos, é uma questão de opinião bem pessoal. Para mim, não acho que seja mito o cabelo se acostumar ao shampoo, por isso tenho revezado os meus."



R2. Damares Costa Almeida
     

A consultora de Beleza do Rio de Janeiro menciona: 

"Bom, eu não faço nada de extraordinariamente diferente no meu cabelo. Uso shampoo de cebola pra ajudar no crescimento, faço umectação capilar com óleo de mamona e uso o creme morte súbita da Lola. Minha cor é 7.43 da Cor & Tom, aquela baratinha que se encontra à venda em farmácias (Niely).
Só gasto com o cabelo na hora de comprar a tinta que custa em torno de 7,00, e comprando os produtos tradicionais tipo shampoo e óleo de mamona. Mas isso eu compro de vez em quando, porque dura muito.
O “shampoo de cebola” na verdade é um shampoo normal porém você adiciona o sumo da cebola ao conteúdo e usa normalmente. Vou deixar a receitinha aqui em baixo*. O óleo de mamona é do site Mundo dos Óleos, porque é  100% puro. Lavo o cabelo dia sim, dia não e o óleo é passado no cabelo todo, também na raiz. Costumo dormir com ele preso em uma trança pra evitar a quebra e lavar após com água fria pra conservar o brilho."

*Shampoo de cebola:
Shampoo normal, eu particularmente gosto muito do geleia real da palmolive que é super baratinho mas ele deixa o cabelo maravilhoso e super macio. Mas pode ser qualquer shampoo, viu?
Você vai pegar uma cebola normal e vai triturar ela, aquele leite que sair você vai colocar no shampoo e deixar repousando por dois dias, depois tá pronto pra uso.
Porém, algumas acobreadas dizem que fazer o chá com a casca da cebola ajuda a tonalizar os fios. Você prepara o chá normal, depois vai passando em toda a extensão dos cabelos. 
Bem simples!

*A umectação com óleo de mamona também é simples:
Você vai aplicar o óleo em toda extensão do cabelo, pode ser com o cabelo limpo ou sujo e deixe no mínimo 3 hs. Eu geralmente faço quando vou dormir e deixo de um dia pra outro. Só não pode esquecer que o óleo tem que ser 100% puro e depois lava normalmente!

R3. Andrea Borghetti

   Professora de Yoga, instrutora de Pilates e bailarina. Realiza performances de Yoga Fusion Dance criando coreografias que fusionam Yoga com danças étnicas e orientais.

   A Andrea Borghetti, que é ruiva natural, comentou que não tinha uma foto  atual que mostrasse bem seus cabelos, então postamos essa que ela enviou com os cabelos ainda molhados.
Ela passou umas dicas caseiras muito interessantes de cuidados, tratamentos e cobertura de fios brancos. Algumas dicas são novidades, e podem auxiliar outras meninas:

“... Passo apenas henna natural incolor com colorau (urucum) para avermelhar os cabelos brancos... De tratamento uso apenas a henna e banho de creme... Uso henna Casa da Índia.
Eu estou em "transição". Há alguns anos atrás fazia luzes, escova progressiva, pintei o cabelo de preto azulado, roxo... Deve fazer uns 2 anos que consegui igualar a cor com a minha cor natural só usando henna. Primeiro eu usava a henna "cobre" creme da Surya, depois passei para a henna pó (que desbota menos). Fazem 4 meses que descobri a henna natural 100% pura incolor Casa da Índia (que é comprada apenas pela internet), e passei a usá-la para tratar os cabelos. Como tenho 35 anos, e cabelos brancos desde os 20 anos, e como essa henna é incolor, acrescento umas colheres de páprica, colorau ou açafrão na mistura do pó, dando a coloração "acobreada" aos brancos e reavivando meu ruivo natural.  Faço banho de creme Novex ou Nutriline uma vez por semana.
Estou fugindo das químicas, pois quero engravidar este ano, e tenho buscado soluções e tratamentos ayurvedicos para cabelos, como o uso de banho de óleo de oliva, óleo de coco, óleo de copaíba, óleos essenciais... Para hidratar e tirar a progressiva.
Para tirar o restante de tinta/tonalizante/henna (antes de hennar de novo) faço uma vez por mês uma mistura de shampoo anti resíduos, água oxigenada cremosa, e bicarbonato de sódio.
No dia a dia, uso shampoo caseiro feito a base de sabão de coco derretido em chá de camomila e melissa para clarear e dar brilho..
Condicionador: uso o bom e velho Neutrox.
Não uso creme para pentear, apesar de ter os cabelos ressecados nas pontas e depois de seco passo o silicone da Frutis para tirar o frizz e modelar os cachos que já começam pouco a pouco a voltar.
Segue também umas fotos do meu cabelo quando eu era pequena e que quero voltar a ter.”    

      

R4. Marianna Mesquita


Diz a estudande de jornalismo:

“Na foto de rosto estava usando a Itely 8fa, e na outra a 8.4 da Elisa Fer. Ambas com ox de 30 (recomendação do próprio fabricante) de cada marca, respectivamente. Eu fazia cronograma capilar intenso (ja que houve um processo de descoloração intenso: do preto, para vermelho, para cobre), com hidratação e nutrição quase que diariamente e reconstrução a cada 15 dias. Como o investimento com as tintas não era tão barato (em media elas custam 20 reais mais ou menos,  7,00  a Ox e+ 20,00 o  tonalizante cobre Celso Kamura), eu optava por receitas caseiras, misturadas com cremes simples, tipo Novex e sempre funcionou. Estas receitas eram: Hidratação: babosa (a planta mesmo), Nutrição: maionese ou óleo de côco puro, Restauração: Vinagre de maçã+ queratina da Aquaflora (em todas as etapas eu passava essas coisas sozinhas e depois vinha com o creme).
Gastei cerca de 300 reais no começo pra sair da cor natural (preto), passar para o vermelho e chegar ao cobre. E depois para manter, girava em torno de 70 reais por mês (tinta+ox+ tonalizante Celso Kamura)+ babosa, vinagre, e outros materiais usados no cronograma capilar”.

R5. Rezzy Martins


Menciona a linda ruiva de Toledo/PR:

"Então, faz 3 meses que não pinto com tintura meu cabelo, eu uso apenas máscara matizadora da Haskel para manter o "laranjinha", e retoque de raiz. Faço muita hidratação, principalmente com óleo natural de coco. A princípio, quando pintei usei a Keune, com o mix."

R6. Milena Mendes
A Milena não pinta de ruivo acobreado, mas como ama um ruivo,  mesmo que vermelho, pediu para participar. Segue aí:

"Bem eu costumo tingir meu cabelo com a tintura Red Booster da Alfaparf, e fazer hidratação 1 vez por semana com Novex -  repositor de massa. Às vezes, depois de alisar o cabelo, passo Shine Blue (Regenerador Capilar)."



quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Dança na subcultura Heavy Metal - Parte II

                                                                                                  Autoria do artigo: Cielinszka Wielewski


Projeto experimental de Hölle Carogne e Michelle Loeffler  - Ano: 2014 
Trilha: Symphony Draconis - "Supreme Art of Renunciation" album medley
Produção: MTVisualAggression e equipe

Le Serpent Qui Danse

    "Uma fenda aberta... Uma chaga incandescente na alma e na coluna. Uma energia encarnada que flui do corpo todo e cria vibrações, ondas, sons desesperados. Labaredas de um fogo tão intenso, que se materializa; enraizando-se nas veias, na carne, nas vísceras... Fluidos e resinas licorosas que espalham odores sobre a pele branca, talhada em marfim. Poções e sentimentos etéreos que criam nervuras sobre as mãos e abrem espaços para fibras transparentes; que desenham, pouco a pouco, as teias da vida. Ramificações e folhagens que se espalham pelo corpo e amaciam a aspereza. Giros eloqüentes que libertam a mais pura essência e exalam o melhor dos aromas. Fluxos e movimentos de uma dança tão antiga, que a alma sabe de cor e o corpo apenas reaprende os passos... 
    Deslocamentos e compassos que modelam as ancas e uma sede insana que penetra fundo e toma conta de todas as glândulas. Feitiços e rituais pagãos que escancaram portas e soltam a prisioneira: Uma serpente que dança! Um animal arisco, ardiloso, cruel... Um bicho que se arrasta e se encosta às frias vielas do meu ser, ameaçando... Uma criatura faminta, suada, molhada; que move pernas, braços, mãos... Revira os ombros, solta os freios, as amarras, quebra todas as correntes... Torna-se livre! E arrebata de mim o vil, o fraco, o vulgar, o insignificante... E dança sobre o meu corpo entorpecido, extasiado... E me consome todos os cantos de alma... Cria asas... E me liberta de mim mesma!”    (Hölle Carogne)

                                                                   

      A  dança e  a  música  são  manifestações artísticas  que  permitem  ao ser humano  expressar sua interpretação do mundo, extravasar seus sentimentos e ainda dialogar com o meio social em que ele vive. É um diálogo que permite  mencionar   conflitos ou harmonia,   bem    como sugerir reflexões ao público que assiste às apresentações ou shows.
    Não há muito como negar que dança e música sugerem reflexões até mesmo em contextos políticos, pois no processo de composição musical ou de elaboração de uma coreografia, os acontecimentos do momento atual estão ali presentes, relacionados. E essa relação vai modificando e gerando novas experiências humanas.
    O movimento faz parte tanto da música quanto da dança. O ritmo (principalmente o ritmo), é um dos pontos em comum por exemplo, promovendo esse “elo de ligação”. Nesse contexto, o movimento acompanha processos artísticos, e é próprio da diversidade cultural.


            Elke Siedler para o Editorial "Tempestuous Dance" da Persephone

   De acordo com Helena Bastos (2007), citada pela bailarina Elke Siedler (Florianópolis/SC) em artigo redigido:

  “O movimento é o fundamento do conhecimento onde experiências transformam modos de pensar e agir. Há geração de pensamento sempre que o corpo age em relação a alguma coisa uma vez que os processos de fazer e pensar estão relacionados” (sinônimo nosso).



 
Elke Siedler para o Editorial "Tempestuous Dance" da Persephone

    A música é arte que circula por diversos espaços, tem seus diversos estilos. A dança é arte que circula por diversos meios, tendo diversos estilos também. Mas dentro do que convencionamos ser a subcultura Heavy Metal, infelizmente ainda há muita discussão e conflito quando se pensa na situação em que envolvemos esse dois modos de expressão. A polarização pode ir do radicalismo de um lado, quando fãs que nunca viram de perto alguém dançando um estilo de som pesado, sentem o estranhamento e desconforto por não imaginar tal situação. Ou pode ir para outro, quando escolas artísticas tradicionais não encarariam esse papel para a dança, que seria o de atuar no Heavy Metal e seus subgêneros.
   Pensando nas reflexões proporcionadas por ambas as manifestações artísticas, e levando em consideração a complexidade do mundo atual em que vivemos, a criatividade humana vai se modificando, inovando. E essas inovações e mudanças vão sendo absorvidas aos poucos pelas pessoas. O estranhamento tende a diminuir bastante nesse papel legado às artes, principalmente na circulação pelo meio underground.
    O Rock e o Heavy Metal surgiram tanto na Europa quanto na América principalmente como formas de contestação e inconformismo. Quando não de contestação, ao menos como forma de expressão de pensamentos reprimidos, como revolta ou angústia. Não cabe aqui elaborar um histórico acerca do Heavy Metal, mas a abordagem dele nesse artigo como “subcultura”, vem da forma de encará-lo atualmente como música não absorvida como cultura de massa.    
    Levando em conta as transformações sofridas em décadas, desde quando passou a ser consumido como música por jovens que assumiram um novo papel social, até os dias de hoje em que diversos subgêneros derivaram dele, muitas e muitas relações com a dança já foram estabelecidas. Numa circulação rápida pelo youtube por exemplo, o (a) leitor (a) encontrará para o Heavy Metal, o Gótico, o Black Metal e o Clássico Rock anos  70 etc, algumas coreografias e projetos de dança, bem como até mesmo alguns clipes de bandas (inclusive brasileiros), que inseriram bailarinos nas suas performances. Temos conhecimento da vários trabalhos, mas para não tornar este texto tão extenso, restringimos um pouco as citações.

               Rock instrumental da banda Brasil Papaya - Florianópolis/SC

    Para a dançarina Hölle Carogne, sobre a relação entre dança e metal:

    “De forma geral, nenhuma. Mas de forma bem pessoal, creio que tanto o metal quanto a dança possuem uma energia muito próxima.  Eu escuto metal e ele sempre se apresentou de forma muito visceral. A força das letras, dos riffs, a intensidade das ideologias.
      Enfim, creio que é essa visceralidade, essa intensidade de sentimentos que faz com que dança e metal possam se relacionar de forma harmoniosa”.        
        
    De imediato as pessoas não observam essa relação, principalmente se nos referirmos a estilos mais restritos, como o Black Metal. Mas a forma latente de expressão, que é no caso a intensidade dos elementos que compõem a música citados por Hölle, podem ser conectados à dança. 
    Isso nos mostra que, independente ou não do preconceito que pode vir a sofrer por causa de algum radicalismo isolado, no meio underground, as pessoas vão recriando e transformando sua arte, e a forma como enxergam a si mesmas. O fundamental é permitir a divulgação cada vez mais ampla dos novos projetos e idéias que surgem, para que de alguma maneira, perceba-se que o conformismo não é geral.
   Aproveitamos aqui, para mencionar na íntegra a entrevista realizada com a Dançarina Hölle Carogne (Porto Alegre/RS), que faz parte desse objetivo de divulgar cada vez mais ótimas produções e projetos nacionais que aliam dança e música.

   
             Editorial La Dance Tempestuous/Figurino: Persephone Dark Clothes
         Modelo e maquiagem: Hölle Carogne/ Trabalho fotográfico: Andressa Passos

1- Há quanto tempo você dança? Há quanto tempo você dança? conte-nos um pouco de sua trajetória.
R: Oito anos, mais ou menos. Contando entre a dança do ventre e o tribal. Meu primeiro contato com a dança foi quando criança, através do balé, por pouco tempo e de forma bem amadora. Já na adolescência, meus primeiros flertes se deram de forma autodidata, tendo como companheira a minha amiga Paula Knecht, que assim como eu, entrava em contato com a dança na mesma época.
       Em 2007, iniciei um curso de dança do ventre com a professora e amiga Fernanda Nuray, com quem aprendi as bases em danças árabes e muito do conteúdo musical e didático. Logo depois, entre 2008 e 2009, tive aulas de dança do ventre com a professora Ana Mariela Gottlieb, que me ensinou muito sobre autoestima e me apresentou de forma elogiosa a Dança Tribal, ao falar que minha movimentação e jeito lembravam uma bailarina desse estilo de dança.
     Ao ver um vídeo desse estilo, me emocionei muito e à partir deste momento comecei uma grande pesquisa na área, pois infelizmente não tinha como praticar aulas por falta de professores na minha cidade.
    Em 2010 fiz aulas de danças árabes com a professora Egnes Gawasy, que me ensinou muito sobre minha forma sinestésica de aprendizado e com quem tive meus primeiros ensinamentos em Dança Tribal.
     Entre 2011 e 2013, fiz aulas e workshops de Dança Tribal com a bailarina Bruna Gomes e tornei-me aluna da Escola Al-málgama, onde obtive todas as principais bases deste estilo, aprofundei meus conhecimentos na área e iniciei minha carreira como bailarina, participando de festivais produzidos pelo próprio grupo, e também, do Festival de Dança de Joinville (nos palcos abertos).
   Em 2014, fiz aulas de tribal e obtive orientações coreográficas com a bailarina Fernanda Zahira Razi, que contribuiu muito para a minha evolução. Em setembro de 2014 saí do Grupo Al-málgama.
   Neste mesmo ano, iniciei meu primeiro trabalho coreográfico em parceria com a bailarina Michelle Loeffler. Foi uma experiência mágica, pois juntas trocamos diversos conhecimentos e aprendemos uma com a outra, além de termos arquitetado um trabalho lindo e cheio do nosso sentimento e da nossa aura.
  Também participei de outro trabalho coreográfico, juntamente com a bailarina Mayara Ahlam e a coreógrafa Jade Corrêa. Idealizamos um trabalho de fusão de tribal com jazz, que ganhou 2º lugar no Festival Vem Dançar 2013. Com esse trabalho, aprendi muito sobre técnica de dança e respeito entre bailarinas. Além de ter conseguido trabalhar, com a ajuda dessas duas profissionais, a minha segurança no palco. Há algum tempo, comecei a dar aulas particulares como forma de experienciar e vivenciar melhor a dança. E tem sido maravilhoso compartilhar o meu conhecimento e um pouquinho da minha alma.
    Atualmente, venho me dedicando a projetos pessoais de forma bem instintiva e experimental. Minha vida na dança consiste, principalmente, em aprender! Aprender com novos professores, com novas parcerias, com novos alunos, com as minhas pesquisas, mas também, comigo mesma e com as minhas faces mais obscuras, que aos poucos, venho resgatando. Entrar em contato com a minha própria forma de dançar é meu maior objetivo.

2- Por que a dança?
R: Creio que ela me escolheu. E como uma grande aranha, foi tecendo e tecendo e tecendo, até se transformar em um monstro dentro de mim...

3- O que é dança para você?
R: Dança para mim é expressão, é comunicação. É uma forma de entrar em contato com todos os meus arquétipos e transcender ao vil, ao vulgar. Dança para mim é magia.
           
Hölle Carogne foi protagonista do primeiro editorial da Persephone para a nova coleção La Dance Tempestuous


              



sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Ruivando


Cor atual: Base Keune 9.43 + Ox de 30 volumes apenas na raiz. Como ele não desbota mais, a manutenção só  de raiz agride bem menos. Por cima: tonalizante Celso Kamura uma vez a cada 20 dias mais ou menos, cor Conhaque.

    Olá pessoal! Há muito tempo mesmo eu estava para elaborar esta postagem e publicá-la, mas entre trabalho e outras atividades que me ocupam bastante, não conseguia. No entanto, nunca esquecia de que um dia faria, por isso fui coletando ao longo de mais de um ano, informações e imagens que julguei muito úteis para quem quer “tornar-se ruiva”. Mas a postagem vale também para quem já pinta de ruivo e tem alguma dúvida, ou quer mudar por exemplo sua cor, torná-la mais clara ou mais escura.
   A cor aqui em foco é o ruivo “laranja” (acobreado ou cobre), que aparenta mais naturalidade. Ao longo dos anos (9 de ruivice), foram muitas perguntas para mim, abordagens na rua (incontáveis), nas lojas de cosméticos, no salão de cabelereiro, no banco, no mercado etc., sempre questionando as mesmas coisas: se é natural, que tinta eu uso, como fazer, se pintar ficaria da mesma cor do meu com cabelo de outra cor, e por aí seguem-se.
    As pessoas pensam que sou ruiva natural, devido ao fato de que sou branquinha.  Então: sou morena, descendente de árabes, mas sou fã de protetor solar e odeio sol. Me bronzeio super fácil, mas pelo fato de odiar sol, acabo dando essa sensação às pessoas de ser natural a ruivice.
                                     
          
                                   Tinta: Yamá 7.40 + OX de 20 volumes

    Sempre fui aficionada por esta cor, e depois que descobri, não parei mais. Não sou da geração “Simone Simons” (mas respeito). Sou um pouco mais velha, e minhas influências sempre foram undergrounds. Mas quando eu queria um ruivo laranja, não desejava aquele laranja Color Fantasy.  Aí fui experimentando e descobrindo. Hoje há muito mais tintas e disponíveis no mercado. Digamos que ficou um pouquinho mais fácil. E de tanto as pessoas perguntarem, pensei: “mais cedo ou mais tarde, vou ter de fazer uma postagem sobre o assunto, para ajudar quem está na peregrinação”.

                                                 
O que eu fiz para essa cor: cabelo base ruivo de 9.43 da Keune + Mix Tec Italy  no creme condicionador, pintado por cima (em outro momento distinto e após a coloração). Quando você faz essa mistura, o cabelo fica tonalizado, mas resseca e sai em duas lavagens.

                                
       Ruivo “totalmente natural” e não tão puxado para laranja: Keune 9.43 + Ox de 30 volumes, com manutenção apenas de raiz.
   
   Separei aqui esclarecimentos às perguntas mais frequentes:

TINTURAS

1 - VOCÊ É MORENA? = Tempo & paciência. Não vá descolorir seu cabelo todo de uma vez!! Esse é meu PRINCIPAL conselho. Ainda mais se seu cabelo for seco! Dica: se você tiver meses de paciência, e quiser ser ruiva por um LONGO PRAZO, vá puxando mechas. No meu caso, uma vez a cada seis meses, puxo luzes em touca (sim, aquela que puxa mecha por mecha, com “agulha” = método mais antigo, porém mais eficiente). Com cabelo compridaço, está ficando cada vez mais sofrido).

2 - CABELO PRETO, CASTANHO ESCURO & DESCOLORAÇÃO = Tempo & paciência. Você pode até ficar ruiva “de primeira”, mas cabelo descolorido e pintado, nas primeiras colorações (tinturas), desbota e a tinta se vai em duas ou três lavagens. Muitas meninas usam tonalizante entre uma tintura e outra, para reforçar a cor e resolver isso. O tonalizante não é tintura permanente. Ele dá uma forcinha, mas não tem fixador. É uma ótima opção porque agride menos os cabelos.

3 - MORENA, CABELO ESCURO, PEGA NA PRIMEIRA VEZ A TINTURA? Tintas não clareiam o cabelo escuro, a não ser que faça descoloração. Então se usar a “tinta normal apenas”, com Ox de 20 ou 30 volumes (água oxigenada que vai  misturada)  vai pegar sim, mas vai ficar escuro! Meu conselho: Se quer ficar de primeira, tudo bem, use descolorante, mas trate dos cabelos, faça manutenção & hidratação.




4 - Cabelo assim, custa caro? Não custa caro se você optar por fazer tratamento contínuo em casa. Há tintas mais baratas e boas hoje disponíveis no mercado, shampoos, ampolas reparadoras e máscaras. Mas o que a maioria das meninas não compreende, é que é necessário fazer a manutenção dos cabelos coloridos, pois o desgaste e o prejuízo aos fios é permanente. Então, é importante aparar as pontas, cuidar na lavagem e na hidratação. Ou seja, não basta pintar e pronto! Mas o gasto é mensal, isso com certeza.

5 - Manutenção de raízes apenas, ou pintá-lo todo mês? Meu cabelo é ruivo há tanto tempo, que estou há quase dois anos só fazendo manutenção da raiz. Nos primeiros anos, eu tinha de pintar ele inteiro todos os  meses, porque a tinta não durava muito. Mas isso varia bastante de um cabelo para outro. Há meninas que seu cabelo não desbota tanto não. A tinta holandesa Keune, é uma ótima indicação nesse caso, ela segura bem a cor. No entanto, o que é comum tanto para loiras, cabelos castanho claro ou morenas que pintam de ruivo, é que se você pintá-lo inteiro por meses a fio, ao invés de apenas a raiz, o cabelo vai escurecer.
                            
Tintas e marcas para um ruivo acobreado (laranja):

- Yamá 7.40 (com Ox de 20 para cabelos mais claros ou descoloridos e Ox de 30 para os mais escuros)
- Keune 8.40 e 7.44 (com Ox de 20 para cabelos mais claros ou descoloridos e Ox de 30 para os mais escuros)
- Igora 7.7 (com Ox de 20 para cabelos mais claros ou descoloridos e Ox de 30 para os mais escuros)

      A numeração que termina com 4 tende mais para o laranja. A numeração que termina com 3, tende mais para o dourado.

       Se você não achar na sua cidade, com certeza consegue comprá-las pela internet. 


                                      Tinta: Keune 8.40 + OX de 20 volumes
                
Cor atual: Base Keune 9.43 + Ox de 30 volumes apenas na raiz. Por cima: tonalizante Celso Kamura uma vez a cada 20 dias mais ou menos, cor Conhaque.

Você pode obter mais informações a respeito de tintas na postagem (entrevista) que o Blog Frescurinha vez comigohttp://goo.gl/b1q4JR 


Separei aqui uma entrevista com a Daniela Gruendling, Terapeuta Ocupacional e professora de Yoga.

   A Dani pinta dessa mesma cor há muito tempo também, mas usa outra coloração e tem mais dicas interessantes.


Persephone:  Há quanto tempo é ruiva? 
R: Nem sei... Uns 7 anos eu acho.



Persephone: Alguma inspiração especial? Referências? 
R: Sempre quis o cobre intenso, laranjinha, o ruivo mais claro e mais natural possível, o "ruivo irlandês". Sempre me apaixonava ao ver uma ruiva com esse tom (até hoje na real, babo nos ruivos!), adorava o tom da Molly Ringwald (atriz dos anos 80, do Garota de Rosa Schocking e do Clube dos Cinco).

Persephone: Que colorações que já utilizou? 
R: Usei muuuuitos tons de vermelho, não vou lembrar de todos. Mas quando comecei a tentar o ruivo mesmo, usei vários tons da Alfaparf, acho que comecei com o 7.66, que é um vermelho bem forte. Fiquei um bom tempo usando essa cor. Minha idéia era fazer uma base vermelha bem intensa no cabelo, porque senão, não iria clarear. Meu cabelo é um tom de castanho médio, mas já tinha muita coloração nos fios e eu não queria descolorir. Depois encontrei os tons de cobre da Alfaparf, o 7.34 e 7.43, depois o 8.34 e o 8.43 (8 é a base mais clara), os quais infelizmente saíram de linha. Aí tive que procurar outras alternativas. Hoje uso da Itely Colorly, mas estou louca pra experimentar da Igora, o 7.77.

Persephone: Que coloração você usa atualmente?
R:  Hoje uso uma mistura do 8FA e 8T da Itely Colorly. A cor não é tao intensa quanto era da Alfaparf, mas no meu cabelo ficou bem natural. Usei por muito tempo a Ox de 30, mas começou a ficar muito claro (loiro) quando desbotava, então voltei pra ox de 20. Também tive a impressão que a 30 estragava mais o cabelo. O lance é, se você não for fazer no salão, ter paciência e ir buscando o tom que melhor se adequa ao teu cabelo. Sei de gente que usa a base 7 e fica tão claro quanto o meu.   




Persephone: Utiliza algum tonalizante ou tem algum truque para manter a cor por mais tempo? 
R: Uso às vezes um condicionador cobre revitalizador da cor, da Itely Colorly, mas ele é beeem forte (pinta tanto quanto tinta!), puxa mais pro vermelho do que pro ruivo. Então misturo um pouco dele com bastante condicionador normal e aplico no cabelo por uns 3 min. Demorei pra achar as quantidades certas pro meu cabelo, mas hoje gosto bastante do resultado e uso uma ou duas vezes por semana quando começa a desbotar.

Persephone: Quais são seus cuidados com o cabelo? Algum especial? 
R: Todas às vezes que lavo o cabelo preciso passar daquelas ampolas de 1min (algumas são de 3 minutos) da Dove, Elseve, Pantene ou Tre Semme. Todas são boas e hidratam legal. Se eu não uso isso, o cabelo fica super seco e difícil de pentear. São os problemas de se pintar tanto o cabelo...



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Dança na subcultura Heavy Metal

                                                    
  Entrevista a Elke Siedler, por Cielinszka Wielewski*

“...Estereótipos foram quebrados no que concerne aos fazeres próprios de cada segmento das artes!” – Elke Siedler
    A dança é arte milenar. No entanto, para quem curte qualquer subgênero dentro do que convencionamos heavy metal, o estranhamento é comum; afinal, dança pressupõe gestos delicados, trilhas sonoras adversas ao metal, bem como público diferente ao que estamos acostumados quando vamos a um show.
Será? Nas últimas décadas no Brasil, a dança vem ganhando cada vez mais espaço “no mundo metal”, perpassando diversos estilos, mostrando a integração entre as distintas manifestações da cultura underground. E ela veio para ficar! Afinal, onde há musicalidade, pode haver dança. Ambas podem manifestar e expressar a agressividade a que somos submetidos, além de passar um conteúdo/mensagem (seja esta de crítica ou não).
Hoje tenho o prazer de expor aqui a entrevista realizada com Elke Siedler, de Florianópolis/SC. Bailarina, coreógrafa, professora e escritora, conseguiu transpor a barreira do preconceito, propondo novos desafios que podem muito bem nos levar a refletir: Qual a proposta das artes, independente do estilo musical?

         
                                    Foto: Alexei Leão     
      
1. Conte um pouco da sua história/trajetória profissional na dança.
            Iniciei meus estudos em dança, aos cinco anos de idade, por indicação médica: meus joelhos eram direcionados para dentro e deveria fazer um trabalho de fortalecimento muscular para realinhá-los. Este foi meu primeiro contato com a dança e o início de um grande amor pelas artes do corpo! Aos seis anos de idade decidi que seria bailarina profissional e, desde então foquei minha vida para esta carreira. Resumidamente, fiz ballet clássico dos 5 aos 19 anos, com a maitre Bila Coimbra, na escola chamada Estudio B, em Florianópolis/SC; aos 19 anos entrei para o elenco de um grupo de dança contemporânea profissional chamado CENA 11 (uns de maior relevância artística na cena contemporânea da dança brasileira); com 25 anos decidi trilhar por caminhos próprios e criei a Siedler  Cia De Dança, na qual assumi as funções de coreógrafa-dançarina e direção geral. Hoje, aos 37 anos, tenho convicção que fiz a escolha certa ao optar pelos caminhos da dança! Não sou apenas coreógrafa e bailarina, agreguei a carreira acadêmica: fiz graduação em História (UFSC), Especialização em Estudos Contemporâneos em Dança e mestrado em dança (UFBA) e agora sou doutoranda em Comunicação e Semiótica (PUC/SP). Descobri que, para complexificar meus fazeres enquanto artista, lecionar é fundamental enquanto compartilhamento de saberes e produção de conhecimento. Além de cursos livres sou professora colaboradora de práticas do corpo, na graduação de Teatro, na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Bem, entrei como sócia proprietária de um centro cultural privado, em Florianópolis/SC, chamado Célula Cultural Mané Paulo, que se presta a criar um ambiente de convivência entre fruidores, estudantes, amadores e profissionais da música autoral (rock, pop, metal e vertentes), dança, teatro e performance. Além disso, é um espaço de estudos, ensaios e apresentações destas linguagens artísticas. Bem, minha vida de bailarina se expande e gera ações em outras instâncias extra-palco.
                                     
  
                                    Foto: Cristiano Prim       
                         
2. Você desenvolveu um projeto magnífico junto à banda Stormental, de Florianópolis/SC. Explique para os leitores como foi esse processo, quais os conceitos trabalhados, os lugares por onde se apresentaram, bem como foi a receptividade do público. 
            Particularmente tenho um carinho grande por este projeto e considero ele como parte dos trabalhos de maior relevância da minha carreira!! Nós da Siedler Cia de Dança e a banda de prog-metal Stormental estabelecemos uma parceria artística em 2008. O resultado deste encontro inusitado de dança contemporânea e heavy metal foi a concepção do espetáculo PERCEPTION OF THE OTHER. A direção artística do espetáculo foi assinada por mim conjuntamente com o Alexei Leão, vocalista da banda. O elenco é composto por 4 bailarinos e 4 músicos
            Resumidamente, este projeto é ousado pela proposta de conceber um encontro entre dois mundos aparentemente distantes: metal e a arte contemporânea da dança. Fomos inspirados pelo estudo das percepções humanas para levantar questões acerca das diferenças existentes na interação entre indivíduos e na convivência com o mundo. Os modos compositivos da Siedler e do Stormental passaram por modificações para a realização deste projeto onde utilizamos momentos de improvisação em tempo real enquanto estratégia de criação de um ambiente sincero de percepção e diálogo com o outro. A receptividade do público foi linda! Após os espetáculos tínhamos o hábito de conversar com a platéia, de maneira informal! Neste momento as impressões do público vieram à tona e, de modo geral, percebemos que quebramos paradigmas ao apresentar o metal para o público da dança e vive-versa. Isto significa que estereótipos foram quebrados no que concerne aos fazeres próprios de cada segmento das artes!

                          
   
                               Foto: Guilherme Ternes

            Em 2012, lançamos um DVD/CD, produzido pelo próprio Alexei Leão. O projeto gráfico é em digipak com embalagem slipcase. No mesmo ano disponibilizamos o DVD/CD para audição e download através do soundcloud. Esteve na lista dos melhores no Blog Estadão, de São Paulo/SP.
            Fizemos muitas apresentações desde o início do projeto. Entretanto, destaco as que realizamos numa turnê pelo sul do Brasil, no primeiro semestre de 2012, subsidiado pelo Prêmio FUNARTE de Dança Klauss Vianna/2011 e, por fim, nossa turnê pelo CIRCUITO SESC DE MÚSICA, em 2013, onde circulamos por 28 cidades catarinenses num período de 45 dias.
               
                                
       Banda: Stormental   Espetáculo PERCEPTION OF THE OTHER  Foto: Rafael Scopel

3. Quais suas preferências musicais? O que mais gosta de ouvir?
Gosto de músicas que considero viscerais, e isto pode ser desde o heavy metal do Judas Priest, até música clássica de Chopin ao trip hop da banda Portshead!! Atualmente escuto em casa The  Black Dahlia Murder, Revolution Renaissance, Nick Cave e Tom Waitts. 

4. O que é a dança para você?
Dança é vida, é a minha vida! As impressões que tenho da realidade são todas contaminadas pelas sutilezas e superações de limites das experiências que vivi e vivo diariamente na dança. Dançar é uma oportunidade de ampliação da consciência de si e do outro, é aprender a ser sincero consigo mesmo e com o mundo, é uma carreira intensa que propicia se transformar numa pessoa melhor, menos egoísta. Quando danço me sinto eu, é o único momento que me sinto completa, terrivelmente eu.

                         
                                   Foto: Cristiano Prim

5. Que conceitos ou problematizações são frequentes na sua arte, de modo geral?
Gosto de pensar na dança contemporânea enquanto potente campo de ação política! Isto reverbera tanto no que concerne a reflexão-crítica sobre os assuntos tratados em cena bem como os processos compositivos e as opções de diálogo com outras vertentes do conhecimento. Mas, também, trabalhar com dança significa pensar, fazer e se juntar com seus pares para criar outros modos organizativos que propiciem financeiramente os processos de montagem, circulação, manutenção de trabalhos de artistas da dança de modo que se expanda o campo profissional e seja o mais democrático possível. Pensar politicamente a dança significa extrapolar os limites da mesma e alcançar o público, ocasionar modificações! 

6. Qual estilo de dança mais influenciou você ao longo dos anos? Por quê?
Fiz ballet clássico dos 5 aos 19 anos e após esta idade comecei a me dedicar  para a dança contemporânea!! Mas, o que de fato me contamina, o que me inspira esteticamente, é a corporeidade do mundo das musicas que escuto, das artes marciais, do skate. Adoro ir para shows de heavy metal pois, durante as apresentações, minha criatividade é aguçada e faço varias relações com meus projetos compositivos atuais. É engraçado: minha vida é voltada para a dança, mas frequento mais o ambiente da música e é neste ambiente que me contamino artisticamente! 

7. Quais as lacunas que você percebe no meio artístico/cultural?
Atualmente dois aspectos me preocupam com maior regularidade: 1) embora nós, profissionais da dança contemporânea, consigamos sobreviver e produzir arte contemporânea, diagnosticamos um mercado escasso no que concerne a apoio governamental e privado para nossas ações; 2) a dificuldade recém apontada provém de uma complexidade de fatores! Mas, me incomoda termos um pequeno público fruidor da nossa opção estética, o que nos impede de vivermos de bilheteria, e percebo que nos falta acreditar e apostar em alternativas criativas de sobrevivência!


* Cielinszka Wielewski é mestre em História Cultural pela UFSC; escritora, violoncelista e dona da marca Persephone Dark Clothes.